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27 NOV 2013

Saiba o que estudar para a prova da Polícia Federal






O Globo - 27/11/2013 - [ gif ]
Assunto: Internet

Raciocínio lógico e noções de direito administrativo e constitucional foram incluídos no programa deste novo concurso do órgão

A BANCA — A Cespe, que vai organizar o concurso, tem a característica de fazer armadilhas, com perguntas capciosas, tudo para enganar o entendimento da pergunta e induzir ao erro. Para se acostumar com este tipo de questão, é muito importante verificar provas anteriores da banca. Além disso, o edital determina um estilo de prova de certo e errado, com um ponto positivo em caso de acerto e um ponto negativo para quem marcar a opção incorreta, portanto, muito cuidado na hora de escolher. Se tiver dúvidas, é melhor deixar em branco do que perder um ponto.

RACIOCÍNIO LÓGICO — A introdução desta disciplina no concurso de agente da polícia federal vem culminar com a mudança de mentalidade do serviço público no país e dos futuros servidores, acredita Carlos Henrique Freitas, professor de raciocínio lógico e diretor do Titans dos Concursos. Segundo ele, não se deseja mais servidores que simplesmente decorem procedimentos e sim que possuam uma relação mais proativa com suas tarefas, e a própria administração pública tem elevado o nível de exigência dos seus certames em todas as disciplinas e tem introduzido RLM nos mesmos. Ainda de acordo com o professor, a principal característica da disciplina não é o acúmulo de informações, mas sim a correlação entre estas. Portanto, simplesmente estudar a teoria é inócuo.

— Sem a resolução de vários exercícios, o aluno não atingirá o nível de excelência desejada para se realizar uma boa prova. Os exercícios é que irão acostumar o seu cérebro a fazer as relações necessárias entre os diferentes pontos da disciplina — afirma Freitas.

Já Gabriel Silva, professor do QConcursos.com, aconselha os candidatos a fazerem uma revisão do conteúdo de aritmética e geometria do ensino médio e estudar problemas de lógica, conjuntos, probabilidade e tabelas-verdade. Fazer questões passadas da CESPE é ainda mais fundamental em raciocínio lógico para que o candidato não seja pego de surpresa na hora da prova e se acostume com o tipo de pergunta e de problemas cobrados. Em especial nos pontos relativos à lógica – estruturas lógicas, lógica proposicional, lógica de primeira ordem, lógica da argumentação– que sempre complicam os candidatos, Silva aconselha fazer uma bateria de questões de concursos passados, recorrendo, se possível, a gabaritos comentados por professores especialistas.

INFORMÁTICA — Sabendo que a banca é Cespe/UnB, o candidato, para estar preparado, precisa saber que a prova exige, além dos conhecimentos de informática, muita interpretação de texto. Então, expressões como: é suficiente, é necessário, sempre, imune, efetivamente, afirmar, concluir ou inferir podem desviar o entendimento da questão, explica Frank Mattos, professor da Academia do Concurso. O estudo de comandos do Linux e as novidades e utilizações do sistema Windows 8 podem garantir pontos essenciais, mas saber as diferenças entre Windows e Linux, isto é, teoria sobre sistema operacional, é imprescindível. O professor acredita que, provavelmente, cairá questões sobre Office 2010 e 2013. Sendo assim, o candidato deve começar estudando as novidades entre os dois. Ele prevê muitas questões sobre Windows Explorer, principalmente sobre Bibliotecas (que não armazenam). Rede de computadores, segurança e navegadores são matérias comuns na prova da Cespe, mas ultimamente nuvens e redes sociais vêm caindo bastante. Ele aconselha os candidatos a estudarem na ajuda e nos textos dos próprios programas, além dos sites oficiais ou conhecidos, como INFO, Registro.Br, Tecmundo, Techtudo, Olhardigital e Exame.

Anderson Oliveira, professor do QConcursos.com, diz que é fundamental que o candidato siga o edital, lendo cada ponto cobrado em uma apostila teórica ou em um livro. Ao longo deste estudo, Oliveira aconselha que o candidato abra e use os programas (edição de textos, planilhas e apresentações dos ambientes Microsoft Office e BrOffice), as ferramentas e aplicativos da internet, os sítios de busca com seus filtros respectivos, os correios eletrônicos (Outlook Express, Mozilla Thunderbird e similares), as redes sociais, enfim, tudo que é cobrado. Assim, ao mesmo tempo que o candidato lê a parte teórica, vai visualizando cada um dos itens do edital, na prática, manipulando-os e aprendendo de modo concreto.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA — O professor Alberto Almeida, da Academia do Concurso, sugere que os candidatos montem um plano de estudo a partir de alguns aspectos: observem editais recentes da CESPE, preferencialmente dos anos de 2012 e 2013, que tratam dos assuntos que cairão na prova da PF; resolvam as questões desses concursos, fazendo um mapeamento da recorrência dos assuntos de prova com base no edital atual; articulem essa recorrência das questões com a teoria sobre ao assunto; e utilizem algum mecanismo de internalização dos assunto por meio de resumos, esquemas ou mapas mentais. E é interessante que o candidato tenha uma programação diária de estudos que inclua a resolução de muitas questões da CESPE. O professor lembra que gestão de processos e de projetos foram os dois temas que apresentaram as principais dificuldades para os candidatos.

Para Almeida, neste concurso da PF, as principais pegadinhas serão: restrição conceitual (técnica que utiliza expressões, na construção dos itens de prova que produzem restrição na aplicação de um determinado conceito. Ex.: exclusivamente, somente, principalmente, nunca, não e etc); inversão conceitual (técnica onde a banca apresenta uma expressão, descrevendo um atributo invertido em relação a um conceito parecido. Muito comum quando no mesmo item de prova a Cespe trata de dois conceitos. Ex.: pregão X tomada de preços); generalização (técnica que utiliza expressões, na construção dos itens de prova que produzem generalização na aplicação de um determinado conceito. Ex.: todos, sempre); e inversão de sequência (técnica que utiliza inversão de sequência, na construção dos itens de prova que produzem a aplicação errada de um determinado conceito. Ex.: No Brasil, a forma racional-legal de administração pública surge primeiro que a forma patrimonialista).

ATUALIDADES — O tema de atualidades cobra diversos campos distintos da atividade humana, mas a orientação ao candidato é a sintonia com as questões mais recentes e debatidas na mídia. Por isso, diz Maria Castro, professora do QConcursos.com, é interessante ler jornais, revistas e sites da internet de alta qualidade para que o candidato se atualize com os fatos mais palpitantes da sociedade e do mundo e de onde historiadores e geógrafos tiram o fundamento para elaborar a prova. Como regra geral, sempre são cobradas as temáticas de meio ambiente, conferências, guerras e eventos internacionais.

NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO — Segundo o professor Eduardo Carneiro, do QConcursos.com, as perguntas devem se restringir ao conhecimento literal dos institutos e regras, por isso, os candidatos devem ler várias vezes a Lei nº 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das funções públicas federais, além dos artigos da Constituição Federal que regem o Direito Administrativo. Cada detalhe das normas administrativistas deve ser entendido e estudado pelo candidato. Para reforçar a matéria, além da leitura continuada recomendo a resolução de muitas questões de concursos da Cespe. Especial atenção aos temas da organização administrativa, dos poderes da Administração e dos agentes públicos.

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL — Tendo em vista a natureza do cargo, o candidato deve abordar em seu estudo as questões constitucionais afetas à segurança pública, ao poder executivo, aos direitos fundamentais (com ênfase aos direitos individuais) e à estrutura federativa brasileira, ressalta a professora Patrícia Neves, do QConcursos.com. Quanto à abordagem, uma leitura continuada da Constituição Federal de 1988 deve ser empreendida várias vezes, com o auxílio de aulas ou material escrito que torne a compreensão da matéria mais fácil ao candidato.

ARQUIVOLOGIA — De acordo com o professor Antônio Victor, para nível médio, o edital deste concursos cobra os conteúdos referentes a conceitos fundamentais da disciplina, essenciais à compreensão dos objetivos da mesma, aspectos relacionados à gestão de documentos, nos quais merecem destaque a avaliação documental e a tabela de temporalidade, assim como microfilmagem. É recomendado um estudo também sobre digitalização de documentos, que está inserida no tópico automação e aspectos relativos à preservação dos documentos, as técnicas de conservação e restauração e padrões de temperatura e umidade. Apesar de não estar mencionado no edital, o professor recomenda a leitura do tópico métodos de arquivamento, pois esse conhecimento nunca é demais e pode salvar o candidato no concurso no caso de uma surpresa na prova. Victor lembra que o último concurso privilegiou aspectos relacionados à avaliação e preservação de documentos, combinando outros aspectos da teoria, inclusive métodos de arquivamento citado anteriormente.

“Não confiemos que a última prova para o cargo dita a tendência atual de formulação das questões desta prova e que o conteúdo será concentrado em apenas alguns tópicos, como no concurso anterior. Estudem todos os tópicos do edital, pois as questões podem vir bem distribuídas de acordo com o conteúdo do edital e adequem as horas diárias entre arquivologia e as demais disciplinas, façam bastante questões da banca para vários concursos, isso traz mais segurança na hora da prova”.