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São Paulo, 11 de julho de 2007
Projeto SpamPots revela números surpreendentes sobre spam no Brasil
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Iniciativa inovadora da CT-Spam, mantida pelo CGI.br/NIC.br, mensura o abuso de máquinas de usuários finais para o envio de spam
O Comitê Gestor da Internet no Brasil, CGI.br (www.cgi.br), através da
Comissão de Trabalho Anti-spam (CT-Spam), apresenta os resultados
preliminares do Projeto SpamPots, iniciativa pioneira que utiliza honeypots de
baixa interatividade na obtenção de métricas sobre o abuso de redes de banda
larga para o envio de spam. Coordenado e desenvolvido pelo Centro de
Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil,
CERT.br (www.cert.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR,
NIC.br (www.nic.br), o projeto contabilizou, em 325 dias de atividade, mais de
370 milhões de mensagens.
De acordo com Cristine Hoepers, analista de segurança do CERT.br, nos
últimos anos, as reclamações sobre spams enviados através do uso indevido
de máquinas brasileiras com proxies abertos ou proxies instalados por códigos
maliciosos têm crescido continuamente, chegando a 55% do total de
reclamações recebidas no último mês de junho. Porém, até o momento,
praticamente nenhum dado era conhecido sobre a natureza, a origem ou
destino desse tipo de spam. "É muito importante a obtenção de dados que nos
permitam entender melhor o perfil do abuso de proxies no Brasil, de modo a
facilitar a proposição de formas de prevenção mais efetivas", explica.
Os resultados preliminares do projeto revelam números surpreendentes. Além
de um total de 370.263.413 e-mails coletados em 325 dias, o número de
destinatários seria de 3.287.153.093, o que representa uma média de 8,9
destinatários por spam. No total, foram identificados 160.512 IPs únicos de 157
países diferentes, que enviaram em média 2,3 mil mensagens cada um.
A lista dos 10 países que mais abusam do Brasil, de acordo com os resultados
preliminares, traz Taiwan em primeiro lugar, com 281.601.310 e-mails
capturados, ou 76% das ocorrências. China vem em segundo lugar, com
58.912.303 e-mails ou 16% do volume analisado. Estados Unidos, Canadá,
Coréia, Japão, Hong Kong, Alemanha, Brasil e Panamá são os outros países
que aparecem na listagem, e que juntos somam menos de 8%.
Arquitetura
Com foco nas redes ADSL e cabo nas versões doméstica e empresarial, o
projeto utiliza 10 honeypots de baixa interatividade, ou seja: computadores
configurados de modo a apenas emular determinados sistemas operacionais e
serviços. "Quando um spammer interage com um destes honeypots, ele não
está interagindo diretamente com o sistema, mas sim com um programa que
emula suas características, como sistema operacional e versões de
aplicativos", explica Klaus Steding-Jessen, analista de segurança do CERT.br.
Um spammer que tentar abusar de um destes honeypots para o envio de spam
estará, na verdade, interagindo com programas projetados para fazê-lo
acreditar que consegue enviar seus e-mails. Deste modo, nenhum spam foi
realmente enviado aos destinatários, mas apenas coletado para análise por um
servidor central.
Trabalhos Futuros
O projeto inclui diversas atividades, ainda em andamento, e trará, em poucos
meses, análises mais detalhadas do problema, por meio de técnicas de
mineração de dados. O objetivo é determinar a ocorrência de padrões
envolvendo idiomas, pontos de origem e conteúdo das mensagens, além de
gerar algoritmos para melhor caracterização de spams e que possam auxiliar o
processo de filtragem.
Geração de relatórios públicos com recomendações de melhores práticas para
provedores de serviços de banda larga e um acordo de cooperação
internacional com grupos de tratamento de incidentes de outros países também
fazem parte das ações programas para a segunda fase do projeto. "Queremos
ter uma visão mais global do problema e propor ações efetivas no combate ao
spam no país", diz Klaus.
Para ter acesso ao material mais detalhado do Projeto SpamPots, acesse:
http://www.cert.br/docs/whitepapers/spampots/
Sobre o Núcleo de Informação
e Coordenação (NIC.br)
O Núcleo de Informação e Coordenação
do Ponto BR - NIC.br (www.nic.br) é uma
entidade civil, sem fins lucrativos, criada para implementar
as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet
no Brasil - CGI.br (www.cgi.br),
que é o responsável
por coordenar e integrar as iniciativas de serviços
da Internet no País. O NIC.br é o braço
executivo do CGI.br e responde pelo registro de nomes de domínio
(Registro.br – www.registro.br),
pelo Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes
de Segurança no Brasil (CERT.br – www.cert.br),
pela implantação e operação dos
Pontos de Troca de Tráfego (PTT.br – www.ptt.br)
e pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação
e da Comunicação (CETIC.br – www.cetic.br),
cujo objetivo é produzir e divulgar informações
sobre a disponibilidade e o uso da Internet no país.
Sobre o CERT.br
O CERT.br é o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de
Segurança no Brasil. Mantido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, o grupo
é responsável por receber, analisar e responder incidentes de segurança em
computadores envolvendo redes conectadas à Internet no Brasil.
Para mais informações, acesse: www.s2.com.br ou www.nic.br ou www.antispam.br/
Empresa: Núcleo de Informação e Coordenação
(NIC.br)
Fonte: Mariana Balboni, Gerente de Comunicação
Contatos para a imprensa:
S2 Comunicação
Integrada - http://www.s2.com.br
Veronica Cassavia - veronicac@s2.com.br
José Luiz Schiavoni (MTb 14.119) joseluiz@s2.com.br
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