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PriceWaterhouse Coopers fará medição “oficial” da qualidade da Internet

Convergência Digital - 28/02/2012 - [ gif ]
Autor: Luís Osvaldo Grossmann e Luiz Queiroz
Assunto: Entidade Aferidora da Qualidade

A Anatel anunciou nesta terça-feira, 28/02, que a consultoria PriceWaterhouse Coopers, com suporte técnico da britânica SamKnows, será a responsável pela medição “oficial” da qualidade da banda larga no Brasil, com base nos critérios definidos pela agência – e que entram em vigor a partir de 1º de novembro. O valor do contrato, no entanto, não foi revelado.

A empresa será contratada pelas teles para atuar como Entidade Aferidora de Qualidade. No ano passado, vale lembrar, a PWC também foi contratada pelas operadoras para apresentar um estudo sobre os parâmetros então propostos pela Anatel: e concluiu que tais critérios não tinham paralelo no planeta.

Por sinal, naquele mesmo evento, promovido pelo sindicato das operadoras, a SamKnows apresentou suas experiências em medições de qualidade das conexões na Inglaterra e nos Estados Unidos. Os executivos da empresa vieram para oferecer seus sistema como alternativa. Claramente tiveram sucesso.

Para chegar à empresa foi formado um grupo com representantes da Anatel e das teles. Foram apresentadas quatro propostas de medição: da ABR Telecom (que atualmente cuida da portabilidade numérica), ISPM, a própria PWC e o NIC.br, por sinal quem originalmente estabeleceu critérios de qualidade.

Segundo o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Bruno Ramos, venceu a proposta que melhor atendeu critérios de transparência, isonomia, neutralidade e controle interno e externo. Agora, a entidade tem até outubro para desenvolver o sistema de medição que será utilizado.

Enquanto isso, os provedores de acesso vão disponibilizar em seus sites um software de medição de velocidade, latência, perda de pacotes, etc. O escolhido foi o Speedtest, um velho conhecido dos internautas – e, na prática, qualquer um já pode testar o desempenho da conexão (www.speedtest.net).

Como se trata de uma escolha das empresas, a Anatel não soube explicar por que trocar o SIMET, desenvolvido pelo NIC.br, que já vinha sendo utilizado pela própria. Além disso, também descartou a necessidade de acesso ao código-fonte do programa escolhido. “É um software de mercado, de prateleira, não tratamos disso [código-fonte]”, explicou o superintendente Bruno Ramos.

Além disso, ficou a dúvida sobre como se dará efetivamente a medição da qualidade. Para fazer os testes nos EUA e Inglaterra, a SamKnows utilizou equipamentos que foram instalados nas casas dos voluntários – e desqualificou as medições por software.

Acontece que naqueles países, os órgãos reguladores, FCC e Ofcom, financiaram a operação. Por aqui, vale ressaltar que o regulamento de qualidade também prevê que não haverá custos para os usuários. Mas o modelo de negócio a ser implantado vai depender da adequação daquele sistema à realidade brasileira. A CDTV, do Convergência Digital, acompanhou a coletiva da Anatel sobre o tema. Veja o posicionamento do superintendente, Bruno Ramos.