BOL Notícias - 17/01/2012 -
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Assunto: Domínio
Grandes bancos do Brasil já têm disponível páginas na internet terminadas com o domínio "b.br", criado especificamente para o setor como forma de aumentar a segurança nas transações on-line.
Hoje quem quiser buscar a página do seu banco na internet, por exemplo, poderá acessar o portal digitando www.nomedobanco.b.br, além do tradicional www.nomedobanco.com.br.
A página de registros do CGI.br (Comitê Gestor da Internet) no Brasil já conta com 40 instituições financeiras com a nova terminação. Alguns deles, porém, ainda não estão ativos. Há também casos, como o do Banco do Brasil, em que o novo domínio é direcionado ao endereço ".com.br".
O domínio "b.br" foi criado em 2008 a partir de uma parceria entre a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e o CGI.br.
Não há mudança para usuários. A alteração tenta apenas criar o que técnicos em informática chamam de "nova camada de segurança" para proteger os sistemas de transações financeiras on-line e combater o phishing (furto de dados pessoais pela internet).
Cerca de 25% das transações bancárias são feitas pela internet. A ONG Safernet, que investiga crimes virtuais no país, estima em R$ 1 bilhão o tamanho do rombo causado por fraudes em páginas dos bancos.
Para usar um eletrônico com o domínio "b.br", entretanto, a instituição financeira terá de comprovar sua atividade ao CGI e ao NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR). Segundo a Febraban, a alteração para o novo domínio é facultativa.
A federação diz ainda que investimentos expressivos feitos pelos bancos no domínio ".com.br" desde 2008 elevou para "patamares próximos, se não equivalentes" o grau de segurança em relação ao novo domínios.
Anualmente, o Sistema Financeiro Nacional destina cerca de R$ 2 bilhões em equipamentos de segurança eletrônica, segundo a Febraban.
A entidade considera iniciativas de tecnologia apenas parte da solução contra fraudes e cobra a aprovação de lei penal para crimes cibernéticos.
"Atualmente, na falta de uma legislação específica, integrantes de quadrilhas detidos dificilmente ficam presos por um longo período", afirma em nota. A Febraban defende disposições legais para que seja possível rastrear e identificar localização e horário em que foi feita a fraude.