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Microempresas não utilizam computador porque "não precisam"

Segs - 01/01/2012 - [ gif ]
Autor: Karla Santana Mamona
Assunto: Indicadores CETIC.br

Um levantamento realizado pelo Cetic (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação) revelou que, em 2010, 77% das microempresas  afirmaram que utilizam o computador, contra 23% que não fazem uso.

Os entrevistados que afirmaram não usar o computador e, consequentemente, não acessar a internet alegaram que o equipamento não é necessário para o seu tipo de negócio. A resposta foi apontada por 72%. Vale lembrar que as microempresas são aquelas que têm entre um e nove funcionários.

Para o estudo, as microempresas não utilizam ainda o computador e a internet porque ainda não perceberam a utilidade destes meios para suas atividades, ou talvez, exista uma lacuna na aquisição de habilidades para o uso efetivo dessas ferramentas.

Celular corporativo

A pesquisa questionou ainda a utilização de celulares corporativos pelas microempresas. Os dados apontam que cerca de 36% usam esta tecnologia.

Ao analisar as empresas de outros portes, nota-se que o uso do celular cresce de acordo com o tamanho da empresa. Entre as pequenas, 61% utilizam o aparelho, entre as médias e grandes, o indicador é de 82% e 93%, respectivamente.

Em relação ao acesso à internet pelos celulares, 14% das empresas disseram que utilizam este meio. O percentual é metade do que o constatado pelas grandes empresas, que é de 28%.

O que as micros fazem na internet

Entre as microempresas que utlizam a internet, a maioria está focada em atividades mais básicas como ver e-mail (97%), buscar informações sobre produtos e serviços (90%) e realizar serviços bancários. 

Outras respostas citadas são monitorar o mercado (53%), utilizar mensagens instantâneas (57%) e oferecer serviços ao consumidor (53%).

As respostas menos citadas foram a realização de entrega de produtos on-line (13%), utilização de telefone via internet (15%) e treinamento e educação (34%).

Sobre o estudo

Para chegar a estes dados, foram realizadas quase duas mil entrevistas com microempresas das cinco regiões do País.