odiario.com - 08/08/2010 -
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Autor: Fábio Castaldelli
Assunto: Segurança
Você liga seu computador e recebe no e-mail a ótima oferta de um produto que há tempos esta desejando. Disposto a realizar a tão sonhada compra, são exigidos apenas alguns dados como o CPF e o número do cartão de crédito. O negócio é concretizado.
Dias depois você descobre que, juntamente com centenas de outras pessoas, foi enganado. Este é o tempo necessário para que o criminoso receba o dinheiro e desapareça.
Segundo explica o advogado e perito especialista em crimes digitais, José Antonio Milagre, essa fraude eletrônica conhecida como "pishing scam" (pescaria de senhas) nada mais é do que um estelionato, no qual o criminoso digital, se valendo da falsa identidade visual de bancos, agências do governo, órgãos de telefonia e empresas de proteção de crédito, envia e-mails ao máximo de usuários que consegue.
O golpe ocorre quando estes internautas, desatentos ou ignorantes quanto aos riscos das armadilhas, clicam no falso e-mail, tornando suas máquinas vulneráveis aos bandidos e permitindo a cópia de dados e informações, inclusive as bancárias.
Para se ter uma ideia, o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) informou que, em um comparativo como o mesmo período do ano passado, o primeiro trimestre de 2010 já registrou um aumento de 61% nos ataques de phishing em todo o País.
De acordo com o Departamento de Informática da Universidade Estadual de Maringá (DIN/UEM), o principal alvo dos criminosos são pessoas que não têm muito conhecimento sobre a navegação na internet e que se levam geralmente mais pelo impulso do que pela razão.
Para a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção Maringá, Rita de Cássia Lopes da Silva, o perfil destas vítimas atende, ainda, a outras características.
"São pessoas inocentes e que geralmente navegam em sites que não têm credibilidade. Estes endereços eletrônicos em muitos casos estão cheios de vírus e de programas que são elaborados especificamente para capturar informações dos usuários", diz.
Entretanto, já existem estratégias para garantir a segurança virtual. Para tal, Milagre menciona que as empresas e usuários já podem contar com "anti-spams", que vedam a entrada de e-mails nocivos, "firewalls" e "intrusion detection systems", que analisam o tráfego da rede.
Contudo, para a vice-presidente da OAB/Maringá, o melhor a fazer é tomar no mundo virtual, as mesmas medidas que se tomaria na vida real.
"Se você chegar em uma loja nos dias de hoje e pagar por um produto que não está disponível no momento com o combinado de ir retirá-lo dias depois, você correrá os mesmos riscos que correria na internet. Por isso, aconselho que cada um faça na internet, apenas aquilo que faria no dia a dia", aconselha a advogada.
Atenção!
O "pishing scam" (pescaria de senhas) também é muito utilizado por golpistas quando eventos de grande comoção nacional acontecem. Em épocas como estas a atenção do usuário deve ser redobrada. Não se esqueça!