Comitê Gestor da Internet no Brasil
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Atalhos na rede

A Notícia - 19/02/2010 - [ gif ]
Assunto: Internet

Recursos, como agregadores de sites, tornam a memorização de endereços na internet cada vez menos importante

Há anos, esse jornal lhe ensinaria a acessar um site da seguinte forma: “vá à barra de endereços do navegador e digite http://...”. Hoje, ainda publicamos a URL (sigla para Uniform Resource Locator, que é o endereço de uma página na web), mas, com certeza, o leitor chegaria ao mesmo lugar apenas com um nome. Buscadores de internet, favoritos e links encurtados são recursos que fazem da digitação do endereço completo de um site algo cada vez mais insignificante. Será que esse hábito vai acabar?

A URL é o que diz para o navegador onde buscar as informações que o usuário quer acessar. Atualmente, a necessidade técnica garante a sua sobrevida. Na memória do internauta, porém, a história é outra.

“Hoje, não é necessário guardar tanto os nomes dos sites. É uma tendência natural. As páginas de busca têm uma capacidade muito grande de filtrar e conduzir o internauta”– explica Almir Meira Alves, professor de redes de computadores e telefonia IP da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP).

Coordenador do Curso de Comunicação Digital da Unisinos, Daniel Bittencourt ressalta que, desde o seu surgimento, a internet foi se descomplicando. Do número de IP – protocolo de comunicação entre máquinas –, passando pela URL, chegamos aos sites que agregam endereços de forma colaborativa (confira exemplos ao lado).

“Foi uma década e meia em que as pessoas começaram a amadurecer o acesso à informação. Serviços como o Delicious oferecem um processo de construção para consultar sites similares aos que guardei, armazenados por outras pessoas”, ressalta Bittencourt.

Além de buscadores e favoritos, o uso da internet ofereceu outras alternativas de navegação. O estudante de administração Eduardo Mendes, 21 anos, por exemplo, usa o buscador para chegar a sites conhecidos. As novidades, encontra via Twitter.

“Eu sigo uma pessoa, ela acaba retuitando (reenviando uma mensagem para a lista) e eu acompanhando ou procurando o RSS (sistema de aviso de atualizações em sites) para seguir. Mas raramente digito o endereço”, revela Mendes.

Volta a pergunta: URL vai acabar?

“Você vai aliviar uma forma de lembrar dela, com programas de busca e outros, mas não há formas de se substituir a URL num curto prazo”, conclui Demi Getschko, presidente do Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI.br).