Clipping
Veículo: Zero Hora
Data: 26/12/2007
Assunto: Segurança
Celulares na mira
Com a chegada da tecnologia 3G ao Brasil, aumentam os riscos de ataques virtuais aos telefones móveis. Saiba como se defender.
A tecnologia que transforma o celular em um minicomputador com acesso à internet também o torna vulnerável aos espiões virtuais. O celular de terceira geração (3G) permite acessar e-mails e inserir dados e arquivos pessoais nos dispositivos móveis com maior rapidez. Mas a facilidade da banda larga abre brechas de segurança que atraem criadores de malwares - os códigos maliciosos - , prontos para aproveitar a desatenção dos usuários.
Para utilizar os serviços proporcionados pela tecnologia 3G é preciso ficar atento. A conexão pelos smartphones, os aparelhos mais visados, é mais uma porta de acesso a senhas pessoais, contas bancárias, agendas telefônicas e demais informações que podem ser monitoradas e aplicadas contra o usuário. Os criminosos virtuais sempre buscam vulnerabilidades nas plataformas mais utilizadas (Microsoft Windows Mobile e Symbian OS) para criar e propagar novas ameaças.
O crescimento das pragas é gigantesco, avalia o diretor de tecnologia da F-Secure, Gabriel Menegatti. Ele recorda que só 50 vírus ameaçavam os dispositivos móveis em 2005. Hoje, a Divisão Mobile da McAfee, na Califórnia (EUA), contabiliza 470 malwares para aparelhos móveis identificados desde 2004, quando surgiu o primeiro vírus para celular, o Cabir.
Os vírus de celular e sua formas de propagação são semelhantes aos de computadores. As pragas virtuais são arquivos executáveis que infectam o aparelho e enviam cópias para toda a lista de contatos a partir do número atingido. No celular, as ameaças também podem se espalhar por meio de downloads da internet, anexos de e-mails ou serviços MMS (mensagens multimídia), transferências via Bluetooth e infravermelho. O tipo de contaminação mais freqüente ocorre quando um celular baixa um arquivo infectado de um PC ou da web.
Conforme Abel Aarão, diretor técnico da InfoServer, fornecedora de soluções de tecnologia e provedora de serviços de TI, os ataques em novas tecnologias são esperados pelos técnicos em segurança. Apesar dos riscos, Aarão reforça que não há motivo para alarde se o usuário adotar cuidados básicos
- As ameaças virtuais são conseqüências do aumento do uso da internet por meio dos smartphones. É natural. O celular é cartão de crédito hoje em dia. Com ele você paga qualquer coisa, e alguém pode usar esses créditos roubando senhas e informações da conta bancária - explica.
Gerente de segurança do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br), Cristine Hoepers alerta que as pragas desenvolvidas pelos criminosos online também podem remover contatos da agenda do celular, efetuar e espionar ligações telefônicas, drenar a carga da bateria e se propagar para outros aparelhos. Os malwares são capazes ainda de danificar o sistema operacional do celular, assim como ocorre nos computadores.
A recomendação da especialista do Cert.br é de que, em caso de suspeita de infecção, o usuário tente remover o malware com um antivírus ou restaurando as configurações de fábrica. Se nenhuma dessas ações resolver o problema, leve o celular a um serviço autorizado e solicite auxílio.