Clipping
Veículo: O Povo Online
Data: 24/03/2007
Autor: Márcio Teles
Assunto: Indicadores
Apenas 4,5% dos lares têm Internet
A televisão continua sendo o utensílio de comunicação mais comum nos lares cearenses. Segundo pesquisa do IBGE, 86,2% dos domicílios no Estado, ou 1.839.451 de casas, possuíam um televisor em 2005
De uma população total de 6,577 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade no Ceará, somente 851.567 pessoas acessaram pelo menos uma vez a Internet em algum local no Estado em 2005. O número, que representa somente 12,9% do total da população, foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD).
Segundo o levantamento, a menor parte (238.761) acessou de casa, o restante foi no trabalho (284.135), estabelecimento de ensino (258.789), local público gratuito ou pago (386.538) ou outro local (220.050). O principal motivo para isso é que somente 4,5% dos lares cearenses possuem computador ligado à rede mundial de computadores. São 95.699 domicílios ligados à Internet, enquanto os lares que possuem televisão somam 1.839.451 unidades. Além de pequeno, o acesso está restrito à parcela da população com alto poder aquisitivo e concentrado na Região Metropolitana de Fortaleza, onde estão 83.873 residências com Internet. Segundo dados da PNAD, no Ceará, 52.653 lares com acesso à rede mundial têm renda acima de dez salários mínimos.
O índice de pessoas com acesso à Internet no Ceará está bem abaixo da média nacional. Segundo o IBGE, um total de 32,1 milhões de pessoas, o equivalente a 21% da população de 10 anos ou mais de idade, acessaram pelo menos uma vez a rede mundial de computadores em algum local por meio de computador em 2005.
O levantamento, realizado pelo IBGE em parceria com o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mostrou também que o rendimento, o nível de instrução e a idade apresentam reflexos evidentes no acesso à Internet.
Dentre os 32,1 milhões de pessoas que acessaram a web em 2005, a maior parte era de homens (16,2 milhões), tinha entre 30 a 39 anos (5,8 milhões), 13,9 milhões eram estudantes, 20 milhões integravam a população ocupada e 4,2 milhões era de trabalhadores de serviços administrativos.
Segundo a pesquisa, os internautas tinham em média 28 anos de idade, 10,7 anos de estudo e um rendimento médio mensal domiciliar per capita de R$ 1 mil. Além disso, metade dos internautas utilizou a rede no domicílio em que morava e 39,7% em seu local de trabalho. A conexão discada à Internet mostrou-se mais difundida que a banda larga.
Os percentuais de pessoas que acessaram a rede nas regiões Norte (12,0%) e Nordeste (11,9%) foram inferiores aos verificados nas regiões Sudeste (26,3%), Sul (25,6%) e Centro-Oeste (23,4%). O maior percentual de internautas foi encontrado no Distrito Federal (41,1%), seguido de longe por São Paulo (29,9%) e Santa Catarina (29,4%). No outro extremo, Alagoas (7,6%) e Maranhão (7,7%) registraram o menor público, com média três vezes menor do que a nacional.
Nas regiões metropolitanas, a defasagem entre o máximo e o mínimo desse indicador foi menor. O mais baixo foi o da grande Belém (19,2%).