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Veículo: B2B Magazine
Data: 23/03/2007
Assunto: Indicadores

DF tem mais usuários de celular e Internet

O Distrito Federal deteve o mais elevado percentual de pessoas que tinham telefone celular para uso pessoal (66,3%) e que acessaram a internet (41,1%). As informações são parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD de 2005 sobre acesso à Internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal. O levantamento foi realizado pelo IBGE, em parceria com o Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br.

Na posse de telefone celular, o DF é seguido do Rio Grande do Sul (54,7%). No outro extremo, os menores percentuais desse indicador foram os do Maranhão (14,2%) e Piauí (16,8%). No acesso à internet, os dois seguintes foram São Paulo (29,9%) e Santa Catarina (29,4%). Do outro lado, os menores valores desse indicador foram os de Alagoas (7,6%) e Maranhão (7,7%) - três vezes menor que a média nacional.

A posse de telefone móvel celular para uso pessoal mostrou-se mais difundida na população do que o acesso à Internet. No total de pessoas de 10 anos ou mais de idade, 36,7% (56 milhões) tinham telefone móvel celular para uso pessoal. As proporções de pessoas que possuíam telefone móvel celular para uso pessoal nas regiões Sul (47,6%) e Centro-Oeste (47,5%) foram as mais elevadas, vindo em seguida o Sudeste (41,0%). Os resultados foram muito menores nas regiões Norte (26,8%) e Nordeste (23,8%).

Os percentuais de pessoas que acessaram a rede nas Regiões Norte (12,0%) e Nordeste (11,9%) foram inferiores aos verificados nas Regiões Sudeste (26,3%), Sul (25,6%) e Centro-Oeste (23,4%).

Nas regiões metropolitanas o distanciamento entre os valores extremos foi menor. Os mais baixos percentuais foram os das Regiões Metropolitanas de Fortaleza (40,0%) e Belém (40,7%) e o maior, destacado dos demais, foi o da Região Metropolitana de Porto Alegre (63,3%).

Já para o acesso à internet nas regiões metropolitanas, o percentual mais baixo foi o da Região Metropolitana de Belém (19,2%), única abaixo da média nacional, e o maior, da Região Metropolitana de Curitiba (34,8%).

O percentual de homens que tinham telefone celular (38,2%) foi maior do que o de mulheres (35,4%) e quase a metade(49,4%) das pessoas da faixa etária de 25 a 29 anos tinham este tipo de aparelho de comunicação. Esse percentual ficou em 19,3% na faixa etária de 10 a 14 anos, e 16,9%, na de 60 anos ou mais de idade. Este comportamento foi observado em todas as grandes regiões, exceto na Sul, em que o máximo desse indicador ocorreu na faixa de 20 a 24 anos de idade.

A pesquisa mostrou que escolaridade e rendimento domiciliar foram fatores que influenciaram na posse do telefone celular. O número médio de anos de estudo das pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal foi 9,2 anos, enquanto o das que não o possuíam 5,2 anos. Entre as pessoas sem instrução ou com menos de 1 ano de estudo, apenas 8,5% tinham telefone móvel celular, enquanto no dos indivíduos com 15 anos ou mais de estudo este percentual atingiu 82,9%.

O rendimento médio mensal domiciliar per capita das pessoas que possuíam telefone móvel celular para uso pessoal alcançou R$ 772,00 enquanto o das que não tinham este tipo de telefone ficou em R$ 299,00. Na faixa de sem rendimento a ¼ do salário mínimo de rendimento mensal domiciliar per capita, a proporção de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal situou-se em 10,4% e, na de mais de 5 salários mínimos, atingiu 82,1%.

Nos contingentes de estudantes e não-estudantes, as proporções dos que tinham telefone celular para uso pessoal ficaram no mesmo nível (36,3% e 36,9%, respectivamente). O telefone móvel celular para uso pessoal mostrou-se muito mais difundido na população ocupada do que na não-ocupada, fato este observado para ambos os sexos e em todas as Grandes Regiões. No Brasil, as pessoas que tinham esse tipo de telefone representaram 44,4% da população ocupada e 26,6% da que não era ocupada.