Veículo: LatinoamerICANN
Data: 13/11/2007
Assunto: IGF
Pode-se chegar a duas conclusões, sem muito medo de
errar, do resultado do primeiro dia de discussões do
II Fórum de Governança da Internet (IGF), que
acontece no Rio de Janeiro: o ICANN (Internet Corporation for
Assigned Names and Numbers), precisa mudar, para transformar-se
em uma organização com maior representatividade
internacional, mas não se sabe qual será o seu
formato.
O Icann é uma sociedade civil que administra os números
IP e os nomes de domínio da internet mundial, mas a
grande crítica dos diferentes governos, do Brasil inclusive, é que
os Estados Unidos exercem a hegemonia sobre a instituição.
Se muitos querem uma entidade mais multi-linguística,
ninguém consegue se entender sobre qual é a melhor
alternativa para a construção dessa nova organização.
O interessante da reunião de hoje, porém, e que
os próprios diretores do Icann reconheceram, de público,
que a entidade terá que mudar seus métodos. O recém-empossado
presidente, Peter Denat Thrush, admitiu que o Icann deve buscar
a sua renovação. Da mesma forma, Raul Echeberria,
diretor para a América Latina e Caribe, afirmou que a
entidade deve ser mais independente. E alientou que, atualmente,
o Government Advisory Committee (Gac), o Comitê Governamental
de Assessoramento do Icann, tem "mais poder do que outras
instituições", já que as suas
recomendações estão sendo cumpridas pela
diretoria do Icann.
Mas, para o governo brasileiro, essa representação
não é suficiente, porque não tem poder de
deliberação e não conta com a participação
de todos os países em desenvolvimento, entre eles China,
Cuba e Índia, que não tem voz nesse comitê