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Arquivo - Clipping 2005

EXCLUSIVO: cresce o número de reclamações de spam no país

31 de janeiro de 2005

Veículo: Módulo Security Magazine
Autor: Luis Fernando Rocha

Com um número superior a quatro milhões de e-mails processados no ano de 2004, o estudo realizado pelo grupo de resposta a incidentes de segurança NIC BR Security Office (NBSO), ligado ao Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGIBr), revela que as reclamações mais comuns envolvendo spam no país ficaram concentradas nas categorias de "Spamvertised Website" e "Open Proxy".

Apesar disso, entre outubro e dezembro de 2004 foi registrado um total inferior a um milhão de e-mails com reclamações sobre spam, diferentemente do que vinha ocorrendo nos últimos três trimestres. Segundo Marcelo Caetano Chaves, analista de segurança do NBSO, a explicação para esse cenário envolve diversos fatores.

"É difícil afirmar com certeza. Algumas possibilidades são: possível saturação e diminuição do número de reclamações enviadas por usuário e/ou do número de usuários reclamando de spam; alguns períodos de interrupção do serviço de notificação de spam do SpamCop, em 2004 (o SpamCop é a fonte utilizada para a geração das estatísticas de spam do NBSO). Uma outra possibilidade é que houve realmente uma diminuição do número de spam originados no Brasil", aponta.

Outra queda registrada no último trimestre envolve o número de notificações referentes ao "Spamvertised Website", que, segundo Marcelo, é a hospedagem de páginas web contendo produtos e serviços oferecidos no spam. Apesar disso, como em 2003, essa foi a categoria com o maior número de reclamações no ano passado.

"É preciso observar que a questão do spam está relacionada a todo um processo e não apenas ao envio de mensagens não solicitadas através de servidores de mail ou proxies mal configurados. É preciso também encarar o 'Spamvertised Website' como o spam propriamente dito", diz.

Segundo o especialista, soluções para este problema extrapolam questões apenas técnicas. "Tem-se observado que um spammer, ao ter seu contrato cancelado por um determinado prestador de serviços de hospedagem de páginas, simplesmente contrata novamente o serviço de outro prestador e, assim, dá continuidade às suas atividades. Estes prestadores de serviços precisam tratar a hospedagem deste tipo de propaganda como spam, adequar os termos de seus contratos e suas políticas de uso aceitável, para que possam coibir e cancelar um contrato quando estas práticas abusivas forem detectadas. Este processo de adequação é trabalhoso, envolve questões jurídicas e, na maioria das vezes, não tem resultados em curto prazo", explica.

Aumento do uso de proxies abertos

A comparação entre os dados totais de 2003 com os de 2004 revela que houve um aumento no número de reclamações envolvendo a categoria de "Open Proxy" (aproximadamente de 25% para 30%), que se refere a notificações do uso de máquinas com serviço de proxy mal configurado. O NBSO explica que este aumento reflete o número cada vez maior de máquinas conectadas através de banda larga e que permanecem ligadas por longos períodos de tempo.

"A grande maioria destas máquinas é de usuários finais, não têm sistemas operacionais atualizados e patches de segurança aplicados, disponibilizam serviços sem o conhecimento do usuário e, por estes fatores, são amplamente exploradas para o envio de spam", alerta Marcelo.

Esse cenário, inclusive, pode se tornar cada vez mais freqüente em 2005. "Existe uma tendência que o número de notificações de Open Proxy continue elevado, podendo apresentar crescimento. Já uma mudança no panorama das notificações de Spamvertised Website depende da adequação de políticas de uso aceitável e contratos que caracterizem uso abusivo da rede quando detectadas páginas com produtos e serviços oferecidos em spam. Portanto, é difícil precisar o que vai acontecer neste ano", finaliza.

Saiba mais:

Estatísticas de Spam em 2004 - NBSO

Conheça as últimas estatísticas de spam na internet brasileira