Grupos de Trabalho
Documentos
do GT-S
Expectativas quanto a Grupos de Resposta
a Incidente de Segurança em Computador
Comitê Gestor da Internet/Brasil
Grupo de Trabalho em Seguranca de Redes (GTS)
Janeiro 1999
Status deste Documento
Este documento fornece informações para a comunidade
Internet do Brasil, e solicita discussão
e sugestões para melhorias. Este documento
não especifica padrões Internet de qualquer tipo. A
distribuição deste documento é
ilimitada.
Resumo
O objetivo deste documento é expressar as expectativas
da Comunidade Internet em geral quanto
aos Grupos de Resposta a Incidente de Segurança
em Computador (CSIRTs - Computer Security Incident Response Teams).
Não é possivel definir um conjunto de requisitos que seriam
mais apropriados a todos os grupos, mas é
possível e de grande ajuda listar
e descrever o conjunto geral dos tópicos e assuntos que são
de interesse e concernentes s comunidades
constituintes. Os constituintes de um
CSIRT têm uma legítima necessidade e direito de entender
completamente a política e o procedimento do grupo a que estão
vinculados. Uma maneira de promover essa compreensão é fornecer
informação detalhada, que ser
submetida à apreciação dos usuários, na
forma de um formulário elaborado pelo
grupo. Um esboço de formulário e
um exemplo preenchido são fornecidos adiante.
1.Introdução
2. Escopo
2.1
Publicação da Política e dos Procedimentos do CSIRT
2.2
Relacionamentos entre os diferentes CSIRTs
2.3.
Estabelecimento de comunicações seguras
3. Informação, Política
e Procedimentos
3.1.
Obtenção do documento
3.2.
Informação sobre contato
3.3.
Estatuto
3.3.1.
Estabelecimento de metas
3.3.2.
Constituição
3.3.3.
Organização Patrocinadora/Afiliação
3.3.4.
Autoridade
3.4.
Política
3.4.1.
Tipos de Incidentes e Níveis de Suporte
3.4.2.
Cooperação, Interação e Divulgação
de Informação
3.4.3.
Comunicação e Autenticação
3.5.
Serviços
3.5.1.
Resposta a Incidente
3.5.1.1.
Triagem de Incidente
3.5.1.2.
Coordenação de Incidente
3.5.1.3.
Resolução de Incidente
3.5.2.
Atividades de Prevenção
3.6.
Formulários de Relato de Incidente
3.7.
Avisos
4. Agradecimentos
5. Considerações a respeito de Segurança
6.
Referências
7.
Endereços do autores
8. Indicação completa do Copyright
Apêndice A: Glossário
Apêndice B: Material Correlato
Apêndice C: CSIRTs Conhecidos
Apêndice D: Modelo para formulário do CSIRT
Apêndice E: Exemplo - Formulário preenchido
1. Introdução
O grupo de trabalho
GRIP foi formado para criar um documento que descrevesse
as expectativas da comunidade em relação aos Grupos de
Resposta a Incidente
de Segurança em Computador.
Embora a necessidade de tal documento tenha se originado na comunidade Internet
em geral, as expectativas expressas corresponderiam também àquelas
de comunidades mais restritas. No passado houve mal entendidos quanto ao
que esperar dos CSIRTs. O objetivo deste documento é prover uma estrutura
apresentando assuntos importantes
(relacionados a resposta a incidente) concernentes à comunidade.
Antes de continuar, é importante compreender claramente o significado
do termo "Grupo de Resposta
a Incidente de Segurança em Computador" -
CSIRT. Para o que se propõe este documento, um CSIRT é um
grupo que executa, coordena e dá suporte, respondendo a incidentes
de segurança que envolvam
sites e equipamentos de usuários, entidades e empresas comerciais
ou não que este represente. Qualquer grupo que se denomine
CSIRT perante uma comunidade
específica deve, daí em diante, atender aos
relatos de incidentes de segurança e a ameaças à "sua"
comunidade nos moldes
em que esta comunidade específica concordar que seja
do seu interesse geral.
Como é de vital importância que cada membro de uma comunidade
esteja apto a
compreender o que razoavelmente pode esperar do seu grupo, um CSIRT
deve deixar claro quem pertence à sua comunidade e definir os
serviços que oferece
comunidade. Além disso, cada CSIRT deve publicar a
sua política e procedimentos operacionais. Em contrapartida, esses
mesmos constituintes
precisam saber o que é esperado deles para que recebam
os serviços do seu grupo. Isso exige que o grupo publique
também como e
onde relatar incidentes.
Este documento detalha um formulário que será usado pelos
CSIRTs para comunicar
essa informação aos seus constituintes. Estes certamente
esperarão que o CSIRT execute os serviços descritos nos
formulários.
Deve-se enfatizar que sem a participação ativa dos usuários,
a eficácia
dos serviços dos CSIRTs pode diminuir significativamente. Este é
particularmente o caso dos relatos. No mínimo, os usuários
precisam saber que eles
devem relatar incidentes de segurança, saber como
e onde relatá-los.
Muitos incidentes de segurança em computadores originam-se fora dos
limites da comunidade
local e afetam os sites internos, outros originam-se
dentro da comunidade local e afetam equipamentos ou usuários
de fora. Freqüentemente, no entanto, o trabalho com incidentes
de segurança envolve vários sites e potencialmente vários
CSIRTs. Resolver esses
incidentes exigirá cooperação entre sites individuais
e CSIRTs e entre diferentes CSIRTs.
Comunidades constituintes precisam saber exatamente como o seu CSIRT
trabalhará com
outros CSIRTs e organizações fora da sua comunidade e
que informações
serão compartilhadas.
O resto deste documento descreve o conjunto de tópicos e assuntos
que os CSIRTs
precisam elaborar para os seus constituintes. No entanto, não
há nenhuma tentativa de especificar a resposta "correta" a cada tópico.
Ao contrário, cada tópico é discutido nos termos do
seu significado.
O capítulo dois nos traz uma visão mais ampla de três
áreas importantes:
a publicação da informação por um grupo de resposta,
a definição
do relacionamento entre um grupo de resposta e outros grupos
de resposta e a necessidade de comunicação segura.
O capítulo três descreve em detalhes todos os tipos de informação
que a comunidade
precisa saber sobre o seu grupo de resposta. Para facilitar
o uso por parte da comunidade, esses tópicos estão
condensados num esboço
de formulário encontrado no Apêndice D. Esse formulário
pode ser usado pela comunidade como exemplo.
O Grupo de Trabalho espera sinceramente que através da elucidação
dos tópicos
neste documento, a compreensão entre a comunidade e os respectivos
CSIRTs aumente.
2. Escopo
As interações entre um Grupo de Resposta a Incidente
e sua comunidade constituinte
requer primeiro que a comunidade compreenda a política e os
procedimentos do seu Grupo de Resposta. Em segundo lugar, como muitos
grupos colaboram com outros, a comunidade deve também entender
o relacionamento entre
o seu Grupo de Resposta com os outros Grupos de
Resposta. Finalmente, muitas interações se darão com
as infra-estruturas públicas existentes, de maneira que a comunidade
precisa saber
como essas comunicações serão protegidas. Cada um desses
assuntos será
descrito em detalhes nas próximas três seções.
2.1. Publicação da Política
e dos Procedimentos dos CSIRTs
Cada usuário que tiver acesso a um Grupo de Resposta a Incidente
de Segurança
em Computador deve saber tanto quanto possível sobre os serviços
e as interações com esse grupo muito antes que venha a
precisar dele.
Um claro estabelecimento da política e dos procedimentos do CSIRT
ajuda os constituintes
a compreender a melhor maneira de relatar um incidente
e que tipo de suporte esperar depois. O CSIRT ajudará a resolver
o incidente? Ele ajudará a evitar incidentes no futuro?
Tornar claras as expectativas, particularmente quanto às limitações
dos serviços prestados
por um CSIRT, tornará a interação com ele mais
eficiente e efetiva.
Há vários tipos de grupos de resposta: alguns têm constituições
bastante abrangentes
(p.ex., CERT Coordination Center and the Internet),
outros são de constituições mais limitadas ( p.ex.,
DFN-CERT, CIAC), e outros ainda têm constituições muito
restritas (e.g., grupos
de resposta comerciais, grupos de resposta corporativos). Independentemente
do tipo de grupo de resposta, a comunidade a que ele
dá suporte deve ter conhecimento da política do grupo e dos
seus procedimentos.
Por isso, é imperativo que os grupos de resposta publiquem
esse tipo de informação para sua comunidade.
Um CSIRT deve comunicar toda a informação necessária
a respeito de sua
política e serviços num formulário correspondente às
necessidades da
sua comunidade. É importante entender que nem todas as políticas
e procedimentos
precisam estar publicamente disponíveis. Por exemplo, não
é necessário entender a operação interna de
um grupo para interagir
com ele, como quando um usuário reporta um incidente ou recebe
orientação ou como o grupo analisa ou assegura os sistemas
de alguém.
No passado, alguns grupos forneciam uma espécie de Estrutura
Operacional, outros forneciam
uma Lista de Perguntas mais Freqüentes (FAQ
), enquanto outros escreviam textos técnicos para distribuição
em encontros de usuários
ou os enviavam para publicações especializadas.
Recomenda-se que cada CSIRT publique suas diretrizes e procedimentos
no seu próprio
servidor de informações (p.ex., servidor da World Wide
Web). Isto permitirá que os constituintes possam facilmente
acessá-los, embora
permaneça o problema de como um constituinte poderá
encontrar o seu grupo; as pessoas dentro de uma comunidade terão
que descobrir que existe um CSIRT "à sua disposição".
É de se supor que os formulários dos CSIRTs tornem-se em breve
acessíveis através
de mecanismos de busca, que ajudarão na divulgação
sobre a sua existência
e das informações básicas necessárias para
se chegar até
eles.
Seria bastante útil ter um repositório central contendo todos
os formulários.
Tal repositório não existe no momento, embora isso
possa mudar no futuro.
Independentemente da fonte onde a informação foi obtida, o
usuário do formulário
deve checar sua autenticidade. É extremamente recomendável
que documentos de tamanha
importância estejam protegidos por assinaturas
digitais. Isso permitirá ao usuário verificar que o
formulário foi
realmente publicado pelo CSIRT e não foi alterado. Presume-se
que o leitor esteja familiarizado com o uso adequado de assinaturas
digitais como forma de determinar se um documento é autêntico.
2.2. Relacionamento entre diferentes
CSIRTs
Em alguns casos um CSIRT terá condições de efetivamente
operar sozinho
e em estreita cooperação com seus constituintes, mas com a
atual internacionalização
das redes torna-se mais provável que a maioria
dos incidentes de que um CSIRT esteja tratando envolvam partes
externas à sua comunidade. Por essa razão, um grupo precisará
interagir com outros
CSRITs e sites fora externos.
A comunidade deve entender a natureza e extensão dessa colaboração,como
informações sensíveis sobre uma determinada instalação
podem ser divulgadas
nesse processo.
Interação entre CSIRTs podem incluir questionamento a outro
grupo, para advertir,
disseminar conhecimento de problemas, e trabalho cooperativo
para resolver incidentes de segurança que afetem um ou mais
usuários dos CSIRTs.
No estabelecimento desse relacionamento onde existirá uma interação,
os CSIRTs devem decidir
que tipos de acordo podem existir entre eles,
sobre como compartilhar informações sigilosas , se esse
relacionamento pode ser
divulgado, e em caso afirmativo, para quem.
Observe que há uma diferença entre um acordo de parceria,
em que os CSIRTs
envolvidos concordam em trabalhar juntos e compartilhar informações
e uma simples cooperação, em que um CSIRT (ou qualquer
outra organização)
simplesmente entra em contato com outro CSIRT epede ajuda ou orientação.
Embora o estabelecimento de tais relacionamentos seja muito importante
e afete a capacidade de um CSIRT dar suporte aos seus constituintes,
cabe aos grupos envolvidos decidir sobre os detalhes. Está além
do escopo deste documento fazer recomendações sobre esse
processo.
De qualquer forma, o mesmo conjunto de informações disponibilizado
aos usuários tratando
da divulgação de informações ajudará
outras partes
a compreender os objetivos e serviços de um CSIRT específico,
facilitando um primeiro
contato.
2.3. Estabelecimento de comunicações
seguras
Uma vez que uma parte tenha decidido trocar informação com
outra parte, ou
duas partes tenham concordado em trocar informação ou
trabalhar em conjunto
- como exigido para a coordenação de resposta a
incidente de segurança em computador - todas as partes envolvidas
precisam de canais de
comunicação seguros. (Neste contexto "seguro" refere-se
a transmissão de comunicação protegida compartilhada
entre as várias
partes, e não ao uso apropriado da informação pelas
partes).
Os objetivos de comunicação segura são:
- Sigilo Alguém mais pode ter acesso ao conteúdo da comunicação?
- Integridade Alguém mais pode manipular o conteúdo da comunicação?
- Autenticidade Estou me comunicando com a pessoa "certa"?
É muito fácil enviar e-mails falsos e não é
difícil criar uma (falsa)
identidade por telefone. Técnicas criptográficas, por exemplo
Pretty Good Privacy (PGP)
ou Privacy Enhanced Mail (PEM) podem eficazmente
prover meios de proteger e-mail. Com o equipamento correto
também é possível proteger comunicação
telefônica. Mas antes de
usar tais mecanismos, ambas as partes precisam da infra-estrutura
"certa", ao que se chamaria
de preparação prévia. A preparação mais
importante é assegurar
a autenticidade das chaves criptográficas usadas
na comunicação segura:
- Chaves públicas (para técnicas como PGP e PEM): Como são
acessíveis através
da Internet, as chaves públicas devem ser autenticadas antes
de usadas. Enquanto PGP
se baseia numa "Rede de Confiança" (onde usuários
assinam as chaves de outros usuários), PEM se baseia numa
hierarquia (onde autoridades
de certificação assinam as chaves dos usuários).
- Chaves secretas (para técnicas como DES e PGP/conventional
encrytion): Como devem
ser conhecidas tanto pelo emissor quanto pelo receptor,
as chaves secretas devem ser trocadas antes da comunicação
através de um
canal seguro.
A comunicação é crítica em todos os aspectos
de resposta a incidentes um
grupo pode fazer melhor uso das técnicas acima mencionadas
recolhendo toda informação
relevante, de maneira consistente. Requerimentos
específicos (como discar um número específico para
checar a autenticidade
das chaves) devem estar claros desde o começo. Os
formulários dos CSIRTs fornecem um meio padronizado para transportar
esta informação. Está além do escopo deste documento
endereçar os problemas
técnicos e administrativos de comunicação segura.
A questão é que grupos de resposta devem dar suporte e
utilizar um método
para assegurar a comunicação entre eles e seus constituintes
(ou outros grupos de resposta). Qualquer que seja o mecanismo,
o nível de proteção que ele oferecer deve ser aceitável
à comunidade
constituinte.
3. Informação, Política
e Procedimentos
No capítulo 2 foi mencionado que a política e
os procedimentos de um grupo
de resposta precisam ser publicados para a comunidade constituinte.
Neste capítulo listaremos todos os tipos de informação
que a comunidade precisa
receber do seu grupo de resposta. Como esta informação
é comunicada varia de grupo para grupo, da mesma forma que
varia também o
conteúdo da informação. A intenção aqui
é descrever claramente
os diversos tipos de informação que uma comunidade
constituinte espera do
seu grupo de resposta.
Para facilitar a compreensão dos assuntos e tópicos relevantes
à interação
dos constituintes com o seu CSIRT, sugerimos que o grupo publique
toda a informação, política e procedimentos endereçando-os
aos seus constituintes
como um documento, seguindo o formulário fornecido
no Apêndice D. O formulário organiza itens, facilitando o
acréscimo de informação
específica; no Apêndice E fornecemos um exemplo
de formulário preenchido para uma universidade XYZ fictícia.
Enquanto nenhuma recomendação é feita quanto ao que
um CSRIT deve adotar
como sua política ou procedimentos, diversas possibilidades
aparecem como exemplos.
O mais importante é que um CSIRT tenha uma política e que
aqueles que com ele interagem estejam aptos a obtê-la e
compreendê-la.
Como sempre, nem todos os aspectos para cada ambiente e/ou grupo
podem ser listados. Este
modelo deve ser visto como uma sugestão. Cada
grupo deve sentir-se livre para incluir o que quer que eles achem
que seja necessário para o suporte da sua comunidade.
3.1. Obtenção do documento
Detalhes de um CSIRT mudam com o tempo, portanto, o formulário
deve indicar quando
foi modificado pela última vez. Adicionalmente, informação
sobre como encontrar futuras atualizações deve ser
fornecida. Do contrário,
é inevitável que mal-entendidos e concepções
errôneas surjam
com o tempo. Documentos desatualizados podem trazer mais
prejuízo do que benefício.
- Data da última atualização - Deve ser suficiente
para permitir a qualquer
interessado avaliar se o formulário é atual ou não.
- Distribuição de listas - Enviar listas é um mecanismo
conveniente para
distribuir informação atualizada a um grande número
de usuários. Um
grupo pode decidir se usa sua própria lista ou alguma já existente
para notificar os usuários
sempre que houver mudanças no documento. A lista
pode ser de grupos com os quais os CSIRTs interajam com freqüência.
Assinaturas digitais devem ser utilizadas em mensagens
de atualização enviadas por um CSIRT.
- Localização do
documento - O lugar onde uma versão atualizada do documento
poderá ser acessada
através dos serviços de informação on-line do
grupo. Os constituintes
poderão então facilmente aprender mais sobre o
grupo e checar atualizações recentes Esta versão on-line
também deve
vir acompanhada de uma assinatura digital.
3.2. Informação sobre contato
Detalhes completos sobre como contatar o CSIRT deve ser listada aqui,
embora eles possam diferir
muito de grupo para grupo; por exemplo, alguns
podem optar por não listar os nomes dos membros do seu grupo.
Nenhum esclarecimento adicional deve ser dado quando o significado de
um item pode ser presumido.
- Nome do CSIRT
- Endereço para correspondência
- Fuso horário É útil para coordenar incidentes em
que ocorra diferença
de fuso horário. - Número de telefone
- Número de fax
- Outros tipos de telecomunicação Alguns grupos podem oferecer
contato telefônico
seguro
- Endereço de correio eletrônico
- Chaves públicas e criptografia O uso de técnicas específicas
depende da habilidade
de os parceiros na comunicação acessar os programas,
chaves, etc. Informação relevante deve ser dada para
capacitar os usuários
a determinar se e como eles podem fazer uso de comunicação
criptografada durante a interação com o CSIRT.
- Membros do grupo
- Horário de funcionamento Horário de funcionamento e escala
em feriados devem ser
Fornecidas. Existe uma linha funcionando 24 horas?
- Informação adicional sobre contato Existe alguma informação
específica sobre
contato do cliente Informação
detalhada adicional sobre contato deve ser fornecida. Isso pode
incluir diferentes contatos para diferentes serviços. Se houver
procedimentos específicos
para acesso a alguns serviços (por exemplo endereços
para solicitação de mala direta), deve ser explicado aqui.
3.3. Estatuto
Cada CSIRT deve ter um estatuto que especifique o que fazer e sob a
autoridade de quem fazer.
O estatuto deve incluir ao menos os seguintes
itens:
- Estabelecimento de metas - Constituição - Patrocínio/afiliação
- Autoridade
3.3.1. Estabelecimento de metas
O estabelecimento das metas deve focalizar as atividades essenciais
do grupo, já especificadas
na definição de um CSIRT. Para ser considerado
um Grupo de Resposta a Incidente de Segurança em Computador,
um grupo deve dar suporte aos relatos de incidentes e à sua
comunidade lidando com os incidentes.
As metas e proposições de um grupo são especialmente
importantes e exigem
uma definição clara, não ambígua.
3.3.2. Constituição
A constituição de um grupo pode ser determinada de várias
maneiras. Pode
tratar-se, por exemplo, dos empregados de uma companhia ou dos seus
assinantes pagos, ou pode ser definida, ainda, a partir de um ângulo
tecnológico, como os usuários de um sistema operacional em
particular.
A definição de uma constituição deve criar em
torno do grupo um perímetro
a quem o mesmo prestará serviço. A seção de
política do documento
(veja abaixo) explicará como as solicitações de fora
deste perímetro
serão conduzidas.
Se um CSIRT decidir não divulgar suas diretrizes, deve explicar as
razões por trás
dessa decisão. Por exemplo, alguns CSIRTs podem não
listar seus clientes,
mas declararão que prestam serviços a uma vasta
clientela que será mantida sob sigilo em decorrência de acordos
contratuais.
Pode ocorrer sobreposição de constituições,
como quando um ISP provê um
CSIRT que transporta serviços a um cliente que também tem
CSIRTs. A seção
"Autoridade" da descrição dos CSIRTs (veja abaixo) deve
esclarecer essas relações.
3.3.3. Organização patrocinadora
/ Afiliação
A organização patrocinadora, que autoriza as ações
de um CSIRT deve vir
em seguida. Sabendo que isso ajudará os usuários a entender
o que está
por trás de um CSIRT e a sua estruturação, e é
uma informação vital
para construir a confiança entre os constituintes e um CSIRT.
3.3.4. Autoridade
Esta seção vai variar muito de um CSIRT para outro, baseada
no relacionamento
entre um grupo e a sua comunidade. Enquanto a autoridade
de um CSIRT organizacional será dada pela gerência da
organização,
um CSIRT comunitário será escolhido e legitimado pela
comunidade, normalmente
num papel de orientação.
Um CSIRT pode ou não ter autoridade para intervir na operação
de todos os sistemas
dentro do seu perímetro. Ele deve identificar o escopo
do seu controle diferenciando-o do perímetro da sua comunidade.
Se outros CSIRTs operam hierarquicamente dentro do seu perímetro,
isto deve ser mencionado os CSIRTs devem ser identificados.
A divulgação da autoridade de um grupo pode expô-la
a reivindicações de
responsabilidade legal. Cada grupo deve procurar aconselhamento legal
nesta matéria (veja mais sobre responsabilidade na seção
3.7).
3.4. Política
É crucial que um grupo de resposta defina sua política. As
seções seguintes
discutem a comunicação da política do grupo à
comunidade constituinte.
3.4.1. Tipos de Incidentes
e Níveis de Suporte
Os tipos de incidente que o grupo está capacitado a endereçar
e o nível
de suporte que irá oferecer ao responder a cada tipo de incidente
deve estar resumido aqui na lista do formulário. A seção
"Serviços" (ver
abaixo) oferece a oportunidade de dar descrições mais
detalhadas e de endereçar
tópicos não relacionados a incidentes.
O nível de suporte pode mudar dependendo de fatores tais como a carga
de trabalho do grupo
e a integridade da informação disponível. Tais
fatores devem ser esboçados
e o seu impacto deve ser explicado.
Como uma lista de tipos conhecidos de incidentes será incompleta
tendo em vista possíveis
ou futuros incidentes, um CSIRT deve também dar
algum tipo de informação de como será tratado um tipo
de incidente que
não tenha sido mencionado.
O grupo deve estabelecer se vai agir ao receber informação
sobre vulnerabilidades
que criem oportunidades para futuros incidentes. O compromisso
de agir diante de tal informação no interesse de sua
comunidade é visto
como uma política de serviços de precaução do
que um serviço
essencial exigido de um CSIRT.
3.4.2. Cooperação, Interação
e Divulgação de Informação
Esta seção deve explicitar com que grupos correlatos o CSIRT
interage. Essas interações
não são necessariamente relacionadas a resposta
a incidente de segurança , mas são usadas para facilitar
cooperação
em tópicos técnicos ou serviços. De maneira alguma
há necessidade
de fornecer os detalhes sobre os acordos de cooperação.;o
objetivo principal desta seção é dar aos constituintes
uma compreensão
básica do tipo de interação que é estabelecida
e qual o seu propósito.
Cooperação entre CSIRTs pode ser facilitada pelo uso de um
único número
de protocolo combinado com procedimentos acordados de maneira explicita.
Isso reduz a chance de mal-entendidos, duplicação de esforços,
ajuda no rastreamento
de incidente e evita repetições na comunicação.
O relatório e
a divulgação da política deve deixar claro quem será
o receptor do
relato de um CSIRT em qualquer circunstância. Deve também
assinalar se o grupo
espera operar através de outro CSIRT ou diretamente
com um membro de outra comunidade em assuntos especificamente
concernentes àquele membro.
Grupos correlatos com os quais um CSIRT irá interagir são
listados abaixo:
Grupos de Resposta a Incidente:
Um CSIRT precisará freqüentemente interagir com outros CSIRTs.
Por exemplo,
um CSIRT dentro de uma grande companhia talvez precise relatar
incidentes a um CSIRT nacional, e um CSIRT nacional talvez precise
relatar incidentes a CSIRTs nacionais de outros países para
lidar com todos os sites
envolvidos num ataque de larga escala.
Colaboração entre CSIRTs pode levar a divulgação
de informação. Seguem-se
exemplos de tal divulgação, mas não são se pretende
que seja uma
lista exaustiva:
- Relatando incidentes dentro da comunidade a outros grupos. Se isso
ocorre, informação
de sites correlatos podem se tornar de conhecimento
público, acessível a qualquer um, em particular a
imprensa.
- Lidando com incidentes ocorrendo dentro da comunidade, mas relatados
de fora dele (o que implica que alguma informação já
foi disponibilizada
fora do site).
- Reportando observações de dentro da comunidade indicando
suspeita ou confirmação
de incidente de fora.
- Agindo em relatos de incidentes de fora da comunidade.
- Passando informação sobre vulnerabilidades a fabricantes,
a parceiros dos
CSIRTs ou diretamente a sites afetados dentro ou fora da
comunidade.
- Resposta a outras partes que relatem incidentes ou vulnerabilidades.
- A provisão de informação sobre contato relacionada
a membros da comunidade,
a outros CSIRTs ou representantes da lei.
Fabricantes:
Alguns fabricantes têm seu próprio CSIRT, mas alguns podem
não ter. Nesses
casos, um CSIRT precisará trabalhar diretamente com um fabricante
para sugerir melhoramentos ou modificações, para analisar
o problema técnico
ou para testar novas soluções. O fabricantes têm
um papel importante em
casos de incidente se as vulnerabilidades do seu
produto estiverem envolvidas no incidente.
Representantes da Lei:
Incluem-se nesses a polícia e outras agências investigadoras.
CSIRts e usuários
do formulário devem estar atentos às leis locais e
regulamentos, que podem
variar consideravelmente em diferentes países.
Um CSIRT pode dar aconselhamento em detalhes técnicos de ataques
ou buscar aconselhamento sobre as implicações legais de um
incidente. As leis locais
podem incluir exigência de relatos específicos
ou sigilo.
Imprensa:
Um CSIRT pode ser abordado pela imprensa para informações
e comentários
de tempos em tempos.
Uma política explícita concernente a divulgação
para a imprensa pode ser
de grande ajuda, particularmente para clarificar as expectativas
de uma comunidade de
um CSIRT. A política de imprensa terá detalhar os
tópicos, uma vez que a comunidade estará normalmente muito
sensível a contatos
da imprensa.
Outros:
Este pode incluir atividades de pesquisa em relação à
organização patrocinadora.
O estado de qualquer
e todas as informações relacionadas com segurança
que um grupo receba será normalmente "confidencial", mas uma
adesão rígida a isso faz com que o grupo apareça como
um "buraco negro"
informal que pode reduzir a probabilidade de o grupo obter cooperação
dos clientes e de outras organizações. O formulário
do CSIRT deve
definir que informação ele vai relatar ou divulgar, para
quem e quando.
Grupos distintos estão igualmente propensos a ser sujeitos de
diferentes restrições
legais que exijam ou limitem a divulgação, especialmente
se eles funcionam em jurisdições diferentes. Além
disso, eles podem ter
exigências de relatos impostas por sua organização
patrocinadora. Cada formulário de grupo deve especificar qualquer
uma dessas restrições, tanto para esclarecer as expectativas
dos usuários quanto
para informar outros grupos.
Conflitos de interesse, particularmente em assuntos comerciais também
podem restringir a divulgação
por parte de um grupo; este documento não
trata de como tais conflitos poderão ser conduzidos.
Um grupo normalmente colherá estatísticas. Se informação
estatística for
distribuída, a parte do formulário que trata da política
de relato e divulgação
deve explicitar isso e descrever como obter tais estatísticas.
3.4.3. Comunicação e Autenticação
Você deve ter uma política que descreva os métodos de
comunicação segura
e verificável que você usará. Isso é necessário
para comunicação
entre CSIRTs e entre um CSIRT e a sua comunidade. O formulário
deve incluir chaves públicas ou indicação de onde elas
se encontram,
incluir chaves de impressões digitais, juntamente com a orientação
de como utilizar esta informação para checar a autenticidade
e como lidar com informações corrompidas (por exemplo,
onde reportar este fato).
No momento é recomendável que , no mínimo, cada CSIRT
tenha (se possível)
uma chave PGP disponível. Um grupo deve também disponibilizar
outros mecanismos (por exemplo, PEM, MOSS, S/MIME) de acordo
com as suas necessidades e da sua comunidade. Observe-se no entanto
que cada grupo e usuários devem estar atentos às leis e
regulamentos locais.
Alguns países não permitem criptografia forte ou obriga políticas
específicas sobre
o uso da tecnologia de criptografia. Além de informação
criptografada sempre que possível, a correspondência deve
incluir assinaturas digitais.
(Por favor observem que na maioria dos países,
a proteção ou autenticidade do uso de assinaturas digitais
não é afetado
pelos regulamentos de criptografia já existentes).
Para comunicação via telefone ou fax um CSIRT deve estabelecer,
entre as partes
com as quais está lidando uma forma de autenticar as informações,
como o uso de uma senha ou frase. Obviamente, tais chaves
secretas não devem ser divulgadas, embora seja possível a
divulgação
da sua existência.
3.5. Serviços
Os serviços prestados por um CSIRT podem ser a grosso modo divididos
em duas categorias: atividades
em tempo-real diretamente relacionadas à
tarefa principal de reposta a incidente, e atividades preventivas
em tempo- não-real,
de suporte à tarefa de resposta a incidente. A Segunda
categoria e parte da primeira categoria consiste nos serviços
que são opcionais no sentido de que nem todos os CSIRTs irão
oferecê-los.
3.5.1. Resposta a Incidente
Resposta a incidente normalmente inclui a avaliação dos relatos
sobre incidentes recebidos
("Triagem de Incidentes") e o acompanhamento
deles com outros CSIRTs, ISPs (provedor de acesso à Internet)
e sites ("Coordenação de Incidente"). Um terceiro nível
de serviços,
ajudar um site local a se recuperar de um incidente (Resolução
de Incidentes), é incluído como típico serviço
opcional, que
nem todo CSIRT oferecerá.
3.5.1.1. Triagem de Incidente
A triagem de incidente normalmente inclui:
- Avaliação de relato Interpretação dos relatos
de incidentes
recebidos, priorizando-os, e relacinando-os
aos incidentes em andamento e direcionando-os.
- Verificação Ajuda a determinar se um incidente realmente
ocorreu e o seu escopo.
3.5.1.2. Coordenação
de Incidente
A Coordenação normalmente inclui:
- Categorização da informação Categorização
da informação sobre
incidentes (arquivos de log, informação sobre contato, etc).
Respeitando a política de divulgação de informação.
- Coordenação Notificação de outras partes envolvidas,
descrevendo sucintamente
o incidente e informando a política de divulgação
de informações.
3.5.1.3. Resolução de
Incidentes
Normalmente adicionais ou opcionais, os serviços de resolução
de incidentes
incluem:
- Assistência Técnica Podendo incluir a análise dos
sistemas comprometidos.
- Erradicação Eliminação da causa do incidente
de segurança
(a vulnerabilidade explorada) e dos
seus efeitos (por exemplo, acessos contínuos ao sistema
por um intruso).
- Recuperação Ajudar a restaurar sistemas afetados e
serviços à
sua condição anterior ao incidente.
3.5.2. Atividades Preventivas
Normalmente adicionais ou opcionais, os serviços preventivos podem
incluir:
- Provisão de informação Este pode incluir um arquivo
de vulnerabilidades
conhecidas, consertos ou resoluções
de problemas anteriores ou uma lista para
divulgação de boletins.
- Ferramentas de segurança Este pode incluir ferramentas para
auditar a segurança
de um site.
- Educação e treinamento
- Avaliação de produto
- Auditoria de segurança de site e consultoria
3.6. Formulários de Relatos de
Incidente
O uso de formulários de relatos facilita, tanto para os usuários
quanto para os grupos.
A comunidade pode preparar respostas para várias
questões importantes antes de efetivamente entrar em contato
com o grupo, chegando
a ele melhor preparada, de maneira que o grupo recebe
toda a informação necessária já no primeiro
relato, podendo agir
mais eficientemente.
Dependendo dos objetivos e serviços de um CSIRT em particular, vários
formulários podem
ser usados, por exemplo, um formulário de relato para
uma nova vulnerabilidade pode ser bem diferente de um formulário
usado para relato de
incidentes.
É mais eficaz fornecer formulários através dos serviços
de informação on-line
do grupo. Na página do grupo podem ser colocados indicadores
para acessá-los,
juntamente com orientações sobre o uso correto e sobre
quando e como usá-los.
Se existir um endereço de e-mail especificamente para envio de
formulários de
relato de incidentes, ele também deve ser listado.
Um exemplo desse tipo de formulário é o "Fomulário
de Relato de Incidente"
fornecido pelo Centro de Coordenação do CERT: -
ftp://info.cert.org/incident_reporting_form
3.7. Avisos
Embora o documento de descrição do CSIRT não constitua
um contrato, responsabilidades
podem derivar das suas descrições de serviços e
propósitos. A
inclusão de um aviso no final do formulário é
recomendada e deve alertar
os usuários sobre possíveis limitações.
Em situações em que a versão original de um documento
deve ser traduzida
em outra língua, a tradução deve trazer um aviso e
um indicador para
o original. Por exemplo:
Embora tenhamos tentado traduzir cuidadosamente o documento original
do alemão para
o inglês, não podemos estar certos que os dois documentos
expressam os mesmos pensamentos no mesmo nível de detalhes
e correção.
Em todos os casos, onde houver uma diferença entre as duas
versões, prevalecerá a versão alemã.
O uso e a proteção dos avisos são afetados pela leis
e regulamentos locais
de que cada CSIRT deve estar ciente. Em caso de dúvida, o
CSIRT deve checar o aviso
com um advogado.
5. Considerações sobre Segurança
6. Referências
[1] Brownlee & Guttman, "Expectations for Computer Security Incident
Response", BCP 21, RFC 2350, June 1998.
7. Endereços dos Tradutores
nelson@pangeia.com.br
Apêndice A: Glossário
Este glossário define termos usados na descrição de
incidentes de segurança e Grupos de Resposta a Incidente de Segurança
em Computador. Para mais definições, favor buscar outras fontes
como por exemplo o Glossário de Usuários da Internet [RFC
1983].
Comunidade
A comunidade é um dos objetivos implícitos de um Grupo de
Resposta a Incidente de Segurança em Computador. Trata-se do grupo
de usuários, sites, redes ou organizações servidas
pelo grupo. Este deve ser reconhecido pela sua comunidade para ser efetivo.
Incidente de Segurança
Para o propósito deste documento, este termo é sinônimo
de Incidente de Segurança em Computador: qualquer evento adverso
que comprometa algum aspecto do computador ou de segurança da rede.
A definição de um incidente pode variar entre organizações,
mas pelo menos as seguintes categorias são geralmente aplicáveis:
- Quebra do sigilo da informação
- Comprometimento da integridade da informação
- Recusa de serviço
- Mal uso de serviço, sistemas ou informação
- Danos aos sistemas
Essas são categorias bem gerais. Por exemplo a substituição
de um programa por um Cavalo de Tróia é um exemplo de comprometimento
da integridade e um ataque bem sucedido a uma senha é um exemplo
de 'quebra de sigilo'. Os ataques, mesmo que tenham falhado em virtude de
proteção adequada, podem ser vistos como incidentes.
Dentro da definição de um incidente a palavra 'comprometido'
é usada. Algumas vezes um administrador pode apenas 'suspeitar' de
um incidente. Durante a resposta deve ficar estabelecido se um incidente
realmente ocorreu ou não.
Grupo de Resposta a Incidente de Segurança em Computador
Baseado em duas das definições acima, um CSIRT é um
grupo que coordena e dá suporte, resposndendo a incidente de segurança
que envolvam sites dentro de uma determinada comunidade.
Para ser considerado um CSIRT, um grupo deve:
- Prover um canal (seguro) para recebimento de relatos sobre suspeita de
incidentes.
- Prover assistência aos membros da sua comunidade, cuidando dos incidentes
- Disseminar informações sobre incidentes relatados para a
sua comunidade e para as outras partes envolvidas.
Observe que não estamos nos referindo aqui à polícia
ou a outras entidades de reforços da lei que podem investigar crimes
relacionados a computadores.
Os membros dos CSIRTs não precisam de forma alguma ter poderes acima
daqueles dos cidadãos comuns.
Fabricante
Um 'fabricante' é uma entidade que produz redes ou tecnologia de
computador e é responsável pelo conteúdo técnico
dessa tecnologia. Exemplos de 'tecnologia' inclui hardware (computador de
mesa, roteadores, switches, etc), e software (sistemas operacionais, sistemas
de encaminhamento de e-mail, etc).
Observe que o fornecedor de uma tecnologia não é necessariamente
o fabricante dessa tecnologia. Como um exemplo, um Provedor de Acesso à
Internet (ISP) pode fornecer roteadores a cada um dos seus clientes, enquanto
que o fabricante, mais que o ISP, é a entidade responsável
pelo conteúdo técnico do roteador.
Vulnerabilidade
Apêndice B: Material Correlato
Publicações importantes relativas a incidente de segurança
em nível de um site são encontrados no [RFC 2196], o Site
Security Handbook, produzido pelo Site Security Handbook Working Group (SSH).
Este documento será atualizado pelo SSH Working Group e dará
recomendações para políticas locais e procedimentos,
principalmente relacionados a como evitar incidentes de segurança.
Outros documentos de interesse para a discussão de CSIRTs e de suas
atribuições estão disponíveis em um FTP anônimo:
-
ftp://ftp.cert.dfn.de/pub/docs/csir/
Maiores informações sobre o conteúdo desse diretório
são encontradas no arquivo 01-README. Alguns
documentos especialmente interessantes em relação a este documento
são os seguintes:
-
ftp://ftp.nic.surfnet.nl/surfnet/net-security/cert-n1/docs/reports/R-92-01
Este relatório contém a Estrutura Operacional do CERT-NL,
o CSIRT do SURFnet (provedor de rede na Holanda).
- Para leitores interessados na operação de um FIRST (Fórum
de Resposta a Incidente e Grupos de Segurança) mais informação
é coletada no Apêndice C.
-
http://hightop.nrl.navy.mil/news/incident.html
Este documento leva ao NRL Manual de Resposta a Incidente.
-
http://www.cert.dfnde/eng/team/kpk/certbid.html
Este documento contém uma bibliografia anotada de material disponível,
documentos e arquivos sobre o funcionamento de CSIRTs com links para vários
dos itens mencionados.
-
ftp://info.cert.org/incident_reporting_form
Este Formulário de Relato de Incidente é fornecido pelo Centro
de Coordenação do CERT para coletar informação
sobre incidente e evitar maiores atrasos causados pela necessidade de se
obter informação mais detalhada do site que está relatando.
-
http://www.cert.org/cert.faqintro.html
Uma coletânea das perguntas mais freqüentes do Centro de Coordenação
do CERT.
Apêndice C: Grupos de Resposta a Incidente
de Segurança conhecidos
Existem hoje muitos CSIRTs, mas nenhuma fonte lista todos eles. Grande parte
dos maiores e mais antigos CSIRTs (o primeiro foi fundado em 1988) são
hoje membros do FIRST, o Fórum Mundial de Resposta a Incidente e
Grupos de Segurança. Até o momento, mais de 55 grupos são
membros (1 na Austrália, 13 na Europa e todos os outros na América
do Norte). Informação sobre o FIRST pode ser encontrada em:
-
http://www.first.org
A lista corrente de membros também está disponível,
com relevantes informações sobre contato e algumas informações
adicionais fornecidas por alguns grupos em particular:
-
http://www.first.org/team-info/
Para os CSIRTs que querem se tornar membros deste Fórum (por favor
observem que cada grupo precisa de um patrocinador -um grupo que já
seja membro do FIRST - que o apresente). Os seguintes arquivos contêm
mais informação:
-
http://www.first.org/about/op_frame.html
A Estrutura Operacional do FIRST
-
http://www.first.org/docs/newmen.html
Diretrizes para grupos que queiram se tornar membros do FIRST
A maioria dos grupos europeus independentemente de serem membros do FIRST
ou não, são listados por países numa página
mantida por um CSIRT alemão:
-
http://www.cert.dfn.de/eng/csir/europe/certs.html
Para saber sobre a existência de grupos mais indicados para uma necessidade
específica, é freqüentemente de grande ajuda perguntar
ou a grupos conhecidos ou a um Provedor de Acesso à Internet qual
o contato "certo".
No Brasil utilize:
http://www.nic.br/nbso.html